< Pergunta bíblica sobre Tito

P: Em Tt 1,1, qual é o esboço de Tito?

R: Aqui está um esboço.

1:1-4 Saudação

1:5-16 Nomeação de anciãos contra os falsos mestres

. 1:5-9 Nomeação, qualificações e deveres dos anciãos

. 1:10-16 Defesa contra os falsos mestres

2:1-15 Como e por que devemos nos comportar

. 2:1-10 Orientações para diferentes fases da vida

. 2:11-15 Baseie seu comportamento na graça de Deus para com você

3:1-11 Concentrem-se na obediência e evitem disputas

. 3:1-8 Lembrete para obedecer e estar preparado

. 3:9-11 Evitem divisões tolas

3:12-15 Mensagens pessoais

P: Em Tt 1,1, o que há de interessante na descrição que Paulo faz de si mesmo aqui?

R: De todas as coisas que Paulo poderia ter dito a Tito, ele enfatizou apenas duas aqui.

Paulo era um escravo, um servo, sujeito à autoridade. Paulo sempre usa o termo “servo de Jesus Cristo”, exceto aqui, onde ele diz: “servo de Deus”.

Paulo era um apóstolo, um enviado, que detinha autoridade.

Isso é pertinente, pois muitas das questões que Paulo desejava que Tito abordasse em Creta estavam relacionadas à autoridade.

P: Em Tt 1,2; Tt 3,7 e 1 Tm 6,16, os cristãos têm a vida eterna agora, ou trata-se apenas da esperança da vida eterna após a morte?

R: Ambas as coisas; este é um exemplo do paradoxo “já / ainda não”. Temos a promessa certa e a existência contínua desde agora até a eternidade. No entanto, precisamos passar por algumas coisas, como a morte e o julgamento no tribunal de Cristo, antes de recebermos nossos corpos eternos e glorificados. Veja também a resposta para 1 Timóteo 6:16. Consulte a discussão sobre 1 Coríntios 3:12-15 para obter mais informações sobre o julgamento no tribunal de Cristo.

P: Em Tito 1:2, deveria estar escrito que Deus “não mente” ou “não pode mentir”?

R: A transliteração literal é “Deus que não mente”. Embora a palavra grega neste versículo específico possa ser interpretada de ambas as formas, a intenção de Tito 1:2 indica que podemos confiar de que Deus não falha em Sua palavra. Hebreus6:18 também afirma categoricamente que é impossível que Deus minta.

P: Em Tt 1,2, a expressão “antes do início dos tempos” significa que o tempo, tal como o conhecemos, teve um início, ou trata-se apenas de uma forma de dizer “há muito tempo”?

R: Os cristãos de hoje divergem quanto a isso. No entanto, o conceito de que o tempo tem um início já era conhecido por escritores antigos, como Filo, o Judeu (15/20 a.C. – 50 d.C.), na obra “Sobre a Criação”, capítulo 7 (26), p. 5.

P: Em Tt 1,5, quando Paulo deixou Tito em Creta?

R: Paulo estava em Creta em Atos 27:7-9. Mas muitas pessoas acreditam que não houve tempo suficiente para Paulo deixar Tito lá e consideram que Paulo foi para Creta posteriormente. Isso significaria que Paulo foi preso em Roma duas vezes e, nesse intervalo, foi de para Creta. Por outro lado, Paulo pode ter “deixado” Tito em Creta sem que ele próprio tivesse desembarcado na ilha.

Não sabemos muito sobre Tito. Ele é mencionado apenas em 2 Coríntios 2:13; 7:6, 13, 14; 8:6, 16, 23; 12:18; Gálatas 2:1-3; 2 Timóteo 4:10

P: Em Tito 1:5, o que sabemos sobre Creta?

R: Creta é uma grande ilha, com cerca de 160 milhas (260 km) de comprimento, na direção leste-oeste, e 37 milhas (60 km) na sua largura máxima, na direção norte-sul. Foi colonizada muito antes de Abraão, e Gênesis 10:14 chama seu povo de caftoritas, de Caftor, o antigo nome de Creta. Alguns dos povos do mar, que mais tarde se tornaram os filisteus, descendiam deles. Creta era uma ilha populosa. Na época de Homero (e de Davi), havia de 90 a 100 cidades, de acordo com o “Believer’s Bible Commentary”, p. 2134. Atualmente, conta com cerca de 630.000 habitantes.

Creta teve uma civilização minóica um tanto misteriosa, de 2.700 a 1.800 a.C., que chegou ao fim por volta da época de Moisés, quando os gregos micênicos a invadiram. Creta era uma parada óbvia para os navios que passavam de Chipre, da Síria e da Judéia para Roma e vice-versa.

Os cretenses eram famosos por serem mentirosos; o termo grego kritizo, “cretizar”, significava mentir. Tito enfrentava alguns desafios. Mas, assim como nós, Tito precisava lembrar que a batalha não era sua, mas do Senhor.

P: Em Tt 1,5.10.12, por que a igreja de Cristo precisaria ser fortalecida por nós?

R: Embora Deus atue na igreja, Ele geralmente usa as pessoas como instrumentos de Sua obra. Gostamos de pensar que as igrejas primitivas não tinham problemas. Mas as igrejas de Corinto, da Galácia, de Creta e seis das sete igrejas do Apocalipse mostram que isso é vê-las através de lentes cor-de-rosa. Assim como uma casa pode ter problemas de deterioração, cupins e fundações, pode haver pelo menos três tipos de reforço necessários em uma igreja.

a) Tito 1:5 mostra que, mesmo em uma igreja verdadeira, pode haver coisas que estão faltando gravemente.

b) Tito 1:10 mostra que podem existir obstáculos enviados por Satanás para atacar a igreja, dentro da própria igreja.

c) Em Tito 1:12, a afirmação sobre os cretenses nos lembra que uma determinada cultura costuma ser mais propensa a cometer ou ignorar certos pecados do que outras. Os líderes da igreja precisam chamar a igreja nessa cultura de volta às verdades atemporais de Jesus Cristo.

P: Em Tt 1:5, quando precisamos de organização em uma igreja e quando algo pode ser excessivamente organizado?

R: Aparentemente, Deus desejava alguma organização; Paulo instruiu Tito a nomear anciãos em todas as igrejas, em Tito 1:5. Anciãos/supervisores/presbíteros na igreja são mencionados em Atos 14:23; 15:2,4,6; 15:22,23; 16:4; 20:17; 20:28; 21:18; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 4:14; 5:17; Tito 1:5; e Tiago 5:14. Um ancião individual é mencionado em 1 Timóteo 3:1,2; Tito 1:7.

Os diáconos são mencionados em Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3:8-13. As diaconisas são mencionadas em 1 Timóteo 3:11. A organização, seja em uma igreja ou em qualquer outra instituição, pode se tornar prejudicial quando incentiva o interesse próprio em detrimento da própria organização, quando se torna elitista e quando mantém uma hierarquia que se perpetua apenas por si mesma. Nas igrejas católica e ortodoxa, cargos posteriores como leitores, leitores de evangelho, corepiscopos (bispos rurais ou itinerantes), arcebispos, cardeais, reverendíssimos, metropolitas, monges, abades, freiras, abadessas, frades, frades mendicantes, coroinhas, papas e patriarcas não são mencionados em nenhuma parte da Bíblia.

P: Em Tt 1,6, o que significa ter apenas uma esposa, ou ser um “homem de uma única mulher”?

R: Há quatro subquestões aqui: poligamia, divórcio, novo casamento e celibato. Obviamente, alguém com mais de uma esposa ao mesmo tempo é um homem “que tem várias mulheres”. Um homem que pecou ao optar por se divorciar de sua esposa (exceto em caso de adultério) e, em seguida, se casar novamente com outra pessoa também não poderia ser ancião. Além desses casos óbvios, há divergências.

Os historiadores da Igreja mencionam que Pedro era casado e que, após a ressurreição de Cristo, Pedro permaneceu casado. Quando a esposa de Pedro foi martirizada, ele gritou para ela em meio à multidão: “Lembre-se do Senhor”. Mas, como Pedro provavelmente já era casado antes de isso ter sido escrito, isso não é relevante neste contexto.

Muitos bispos cristãos primitivos eram celibatários.

Nas igrejas ortodoxas orientais, um padre pode ser casado ou ter feito um voto de celibato. Mas, se um padre for casado e sua esposa falecer, não lhe é permitido casar-se novamente e continuar sendo padre.

Nas igrejas bíblicas, uma mulher pode ser pastora para mulheres e crianças. Mas, para ambos os sexos nessas igrejas, um pastor é considerado irrepreensível se o cônjuge se divorciar dele, mas não se for o pastor quem se divorciar do cônjuge (exceto em caso de adultério).

Os cristãos divergem quanto à questão de uma pessoa atender a essa qualificação caso se case novamente após a morte do cônjuge.

P: Em Tt 1,6, é possível ser ancião se não se tiver filhos?

R: Sim, às vezes as pessoas não conseguem ter filhos. Muitos bispos cristãos dos primeiros tempos não tinham esposa nem filhos.

P: Em Tt 1,6, um ancião é desqualificado se seus filhos adultos forem infiéis, ou apenas se forem crianças que moram sob o mesmo teto?

R: Os cristãos divergem. O “Believer’s Bible Commentary”, p. 2136, afirma que se referem apenas aos filhos sob a autoridade dos pais no lar.

P: Por que Tito 1:6-8 e 1 Timóteo 3:2-7 diferem ligeiramente em relação aos requisitos para um ancião?

R: Paulo estava apresentando duas descrições complementares de um ancião qualificado, mas não forneceu uma definição de ancião qualificado. Paulo não estava estabelecendo uma lista exaustiva de regras, pois, em épocas e culturas diferentes, pode haver outros aspectos a serem considerados também. Em vez disso, os líderes cristãos devem usar seu discernimento piedoso ao escolher anciãos, e as qualificações em Tito 1:6-8 e 1 Timóteo 3:2-7, juntas, constituem uma lista mínima, não uma lista exaustiva.

P: Em Tito 1:7, as palavras “ancião” e “supervisor/bispo” são intercambiáveis na Bíblia?

R: Sim. A igreja precisa de líderes piedosos, mas lembre-se de que as qualidades que tornam um homem bem-sucedido nos negócios não são exatamente as mesmas que tornam alguém apto a ser ancião, embora haja alguma sobreposição.

P: Em Tito 1:7,11 e 1 Pedro 5:2, como o dinheiro pode ser “imundo”?

R: Isso significa “ganho desonesto”, não apenas roubar ou saquear. Isso pode se referir a qualquer situação em que uma pessoa esteja lucrando com algo de que não deveria. Na Idade Média, as pessoas iam à missa com uma moeda na mão. O padre recebia a moeda e lhes entregava uma hóstia. Muitas vezes, os leigos não recebiam o vinho; apenas o clero o bebia. Sem moeda, sem hóstia. Havia um problema em que frades itinerantes percorriam diversas localidades, celebravam missas e ouviam confissões, recebendo dinheiro em troca de indulgências, e os padres viam suas rendas diminuírem quando os frades estavam por perto.

As pessoas também podem buscar ganhos desonestos que não sejam diretamente dinheiro. Podem buscar posição e poder, o que, embora possa levar a mais dinheiro e a um salário mais alto, pode ter mais a ver com o poder do que com o dinheiro.

P: Em Tt 1,9, o que significa “manter-se firme na palavra fiel” em comparação com o contrário?

R: É possível negociar e fazer concessões em algumas questões, mas a verdade do evangelho não deve ser uma delas. É claro que deixar de se apegar firmemente pode significar negar as verdades do evangelho, como, por exemplo, que não há caminho para o céu a não ser por meio de Jesus. No entanto, deixar de se apegar firmemente também pode se referir ao ensino de que as verdades do evangelho são meras opiniões ou não são essenciais.

P: Em Tt 1,10, por que os oponentes de Paulo eram tão numerosos?

R: Em um período tão curto, várias pessoas se levantaram para se opor a Paulo. Provavelmente porque Paulo estava se empenhando tanto em levar as pessoas a Cristo, e Satanás tentou mobilizar todas as pessoas que pôde para se opor a Paulo. Parte da oposição decorria de falsas doutrinas, parte do desejo de levar uma vida pecaminosa, e parte talvez não se devesse principalmente a nenhuma dessas razões, mas sim a uma rejeição geral à autoridade. Às vezes, quando uma pessoa tem muito sucesso em algo, há pessoas mal-intencionadas que querem derrubá-la, mesmo que seja apenas porque não querem ver outra pessoa ter sucesso.

P: Em Tt 1,11, de que forma a divulgação de falsos ensinamentos causa danos?

R: Mesmo quando não se trata de uma heresia que leva à perdição da alma, ela pode confundir os cristãos e dividir a igreja. Quando se diz que é preciso calar a boca desses indivíduos, isso significa que eles devem ser afastados da igreja. Mesmo que sejam cristãos, se estiverem dispersando o rebanho de Deus com seus ensinamentos falsos, devem ser expulsos.

P: Em Tt 1,11, quais são as interpretações calvinistas e não calvinistas desse versículo e da oferta do Evangelho a todos?

R: Alguns calvinistas afirmam que o Evangelho não é oferecido a todos. O hipercalvinista A.W. Pink, em *A Soberania de Deus*, afirma: “No que diz respeito ao caráter e ao conteúdo do Evangelho, prevalece hoje a mais completa confusão. O Evangelho não é uma ‘oferta’ a ser espalhada por vendedores ambulantes de evangelismo. O Evangelho não é um mero convite, mas uma proclamação,... A ninguém é pedido que acredite que Cristo morreu por ele em particular. ... O Evangelho, em resumo, é o seguinte: Cristo morreu pelos pecadores; você é um pecador; creia em Cristo e será salvo.” (p. 209, itálico no original). Observe a sutileza aqui: uma vez que Cristo morreu pelos pecadores, e você é um pecador, um pecador poderia facilmente pensar que Cristo morreu por ele. No entanto, Pink realmente acredita que Cristo morreu por alguns pecadores, dos quais você pode ou não fazer parte. Para completar a visão de Pink, ele acreditava na pregação do Evangelho (ibid., p. 210) e que devemos ser ativos e não fatalistas na pregação e na realização da obra cristã.

Os não calvinistas e outros calvinistas acreditam que o Evangelho é oferecido a todos. O trecho a seguir é extraído de um livreto escrito por um calvinista.

No livreto *Pecadores, Jesus Receberá*, o prefácio de James Boice diz: “De acordo com a maneira como os hipercalvinistas pensam sobre essas questões hoje, Jesus deve ter cometido um erro ao explicar tanto do Evangelho a Nicodemos, conforme registrado em João 3. ... Nicodemos não havia nascido de novo. Portanto, de acordo com a maneira como essas pessoas pensam, Jesus deveria ter encerrado a discussão naquele momento. ‘Volte mais tarde, quando tiver nascido de novo’, ele deveria ter dito... Jesus sabia exatamente o que estava fazendo. ... O pastor Bill Payne, do Canadá, sabe disso e gostaria que todos os outros calvinistas também soubessem, e é por isso que ele escreveu este pequeno livreto. Em particular, entristece-o que tantos utilizem a boa teologia para minar a responsabilidade que temos, como cristãos, de realizar a obra igualmente boa de convidar os pecadores a virem a Jesus Cristo.”

William Payne, em seu livreto *Sinners, Jesus will Receive* (Pecadores, Jesus os receberá), na página 23, afirma: “O problema de manter o equilíbrio entre a fé reformada — da qual faz parte a doutrina da expiação limitada — e a oferta universal também foi observado na Inglaterra. Isso pode ser visto na história de Andrew Fuller, um dos grandes nomes para sempre associados a William Carey na obra missionária. Fuller, que nasceu em 1754, foi criado sob um ministério influenciado pelo tipo de pregação que não acreditava na oferta universal. Era, como alguém expressou, ‘a pregação do tipo de Gill’. Fuller foi chamado ao pastorado aos 21 anos e, no início de seu ministério, recebeu ajuda dos escritos de Bunyan e Gill. No entanto, logo percebeu que havia uma grande diferença entre os dois homens. Embora ambos aderissem firmemente à teologia calvinista, incluindo a expiação limitada, Bunyan obviamente não sentia hesitação em convidar todos os pecadores, em todos os lugares, a se voltarem para Cristo, enquanto Gill jamais faria tal coisa. Após muita oração e estudo, Fuller chegou à conclusão de que Bunyan estava de acordo com as Escrituras nesse ponto, e que Gill não estava. As convicções de Fuller acabaram levando-o a escrever o famoso livro intitulado *The Gospel Worthy of All Acceptation* (O Evangelho Digno de Toda Aceitação), e foi como resultado direto desse livro que Carey levou o evangelho à Índia... Gostaríamos de acrescentar esta observação ao encerrar este breve esboço histórico: ao se afastarem da posição hipercalvinista, na qual não havia oferta gratuita do evangelho, homens como Boston e Fuller não se tornaram arminianos!” p. 23

Na p. 22, Payne afirma: “O fato de que o hipercalvinismo havia tomado conta de grande parte da Igreja da Escócia naquela época é atestado pelo fato de que a reedição do *Marrow* causou grande comoção e foi condenada pela Assembleia Geral da Igreja da Escócia.”

O próprio João Calvino acreditava que o Evangelho era oferecido a todos. “A misericórdia de Deus é oferecida igualmente àqueles que crêem e àqueles que não crêem”, de acordo com o panfleto *Sinners Jesus Will Receive*, p. 21. Todos os
acreditam que a oferta de salvação do Evangelho deve ser proclamada a todos.

P: Em Tt 1,12, por que Paulo citou uma fonte não bíblica?

R: Paulo tinha liberdade para citar qualquer ditado verdadeiro que desejasse. Consulte a discussão sobre Atos 17:16-34 para obter mais informações.

P: Em Tt 1,12, por que Paulo parece estar insultando os cretenses?

R: Na verdade, Paulo estava citando a própria literatura deles, um famoso poeta cretense chamado Epimênides (c. 600 a.C.). O mesmo Epimênides que Paulo citou em Atos 17:28. Nem Paulo nem Epimênides queriam dizer que todos os cretenses, incluindo o próprio Epimênides, nunca tivessem dito uma única verdade. Em vez disso, os cretenses tinham tendência a mentir. Eis a citação que Epimênides atribui a Minos, filho de Zeus.

“Eles construíram um túmulo para ti, ó santo e sublime – os cretenses, sempre mentirosos, bestas malignas, barrigas ociosas! Mas tu não estás morto; tu vives e permaneces para sempre, pois em ti vivemos, nos movemos e existimos.” (de M.D. Gibson, ed. Horae Semiticae, p. 40, em siríaco).

Paulo não está sendo nem bem-humorado nem ofensivo aqui. A verdade objetiva é que os povos de certas culturas são mais propensos a certos pecados. Às vezes, há uma base genética, como no caso dos índios norte-americanos e do alcoolismo; outras vezes, uma cultura apresenta pecados predominantes sem qualquer base genética, mas decorrentes de fatores externos. Por exemplo, em certa época, um grande número de pessoas na China era viciado em ópio, devido à vitória dos britânicos nas guerras do ópio para proteger seu suposto “direito” de exportar ópio para a China. Quais você acha que são os pecados predominantes da sua cultura?

Clemente de Alexandria (Stromata (193-202 d.C.), livro 1, cap. 14, p. 313) corrobora as palavras de Paulo sobre os cretenses. O termo grego kritizo, “cretizar”, significava mentir, de acordo com o The Expositor’s Bible Commentary, vol. 11, p. 433.

O poeta grego Calímaco também disse algo muito semelhante. Atenágoras (177 d.C.) cita o “Hino a Júpiter” de Calímaco, 8 e seguintes: “Os cretenses sempre mentem; pois eles, ó rei, construíram um túmulo para vós, que não estais morto.” *A Plea for Christians*, cap. 29, p. 145. Orígenes também utiliza o mesmo argumento em *Orígenes Contra Celso*, livro 3, cap. 43, p. 481. Essa citação é interessante porque revela uma inconsistência na religião pagã grega. Se os cretenses construíram um túmulo para honrar o Júpiter falecido, como ele poderia ainda ser adorado se continua morto e seu corpo está no túmulo? Se Júpiter não está vivo, então não faz sentido adorá-lo ou orar por sua ajuda. Mas se os gregos acreditavam que Júpiter havia voltado à vida, então não deveriam considerar a ressurreição dos mortos fora do âmbito do possível. Portanto, basicamente, uma forma de mentira é a “mentira institucional”, em que toda a cultura afirma explicitamente algo que toda a cultura pode ver que não é verdade.

P: Em Tito 1:13, o que o senhor faz quando as pessoas a quem o senhor ministra não parecem muito “promissoras”?

R: Devemos orar com humildade por discernimento. Por um lado, não temos certeza, pois Deus conhece o coração delas e não nós. Por outro lado, quando percebemos que há mais oportunidades de servir ao Senhor do que tempo disponível para isso, então, com base no melhor conhecimento que possuímos, os cristãos devem ir aos lugares onde há maior necessidade e maior potencial de impacto. Mas, em vez de agirem como “cavaleiros solitários”, os cristãos devem trabalhar juntos como um só.

P: Em Tt 1,14, a que fábulas judaicas Paulo se refere?

R: As Escrituras não dizem. Mas sabemos que os judeus possuíam um grande número de livros de fábulas e tradições, preservados até hoje nos apócrifos e pseudepígrafos. Esses provavelmente faziam parte dos mitos que Paulo instruiu Timóteo a ordenar que as pessoas evitassem em 1 Timóteo 1:4. Como cristãos, devemos distinguir claramente entre a Palavra de Deus e nossa interpretação da Palavra de Deus. Consulte Provérbios 30:5-6 e 1 Coríntios 4:6 para mais informações sobre isso.

P: Em Tito 1:15, como é que todas as coisas são puras para os puros?

R: Isso é verdade de duas maneiras.

Do lado positivo, as pessoas íntegras nem sempre pensam em maneiras de agir de forma desonesta, nem suspeitam que todos os demais estejam agindo por motivos desonestos.

Por outro lado, uma pessoa, sem refletir bem sobre as coisas, pode se colocar em uma situação em que seja suspeita de praticar algo maligno, mesmo que não o tenha feito e essa não tenha sido sua intenção. Portanto, devemos evitar até mesmo a aparência ou a forma do mal, como diz 1 Tessalonicenses 5:22. Além disso, ela pode deixar de suspeitar de alguém quando deveria. Pode demorar a perceber que a pessoa está agindo de maneira consistente com alguém que tem segundas intenções.

No Sermão da Montanha, em Mateus 5:8, está escrito: “Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus”. Mas Jesus também nos disse para sermos prudentes como as serpentes e simples como as pombas, em Mateus 10:16 e seguintes.

P: Em Tito 1:15, uma vez que todas as coisas são puras, o que dizer da maconha, do LSD, da extorsão, do estupro etc.?

R: Paulo está dizendo que todos os alimentos nutritivos são legítimos para consumo. As pessoas não devem injetar ou ingerir drogas que destroem a mente, como cocaína ou LSD, da mesma forma que não devem comer excrementos.

P: Em Tito 1:16, como é que algumas pessoas são inadequadas para praticar qualquer coisa boa, sendo “rejeitadas para toda boa obra”?

R: Se o caráter dessas pessoas é uma vergonha para Cristo e para a igreja, mesmo as coisas boas que tentam fazer não serão levadas em conta aos olhos do mundo. Para alguns, não se trata apenas do que não sabem, mas também das coisas em que acreditam que não são verdadeiras e das coisas que consideram importantes, mas que não o são. Como diz o Comentário Bíblico do Crente, p. 2138: “A vida dos falsos mestres era mais uma calúnia do que uma Bíblia.”

P: Em Tito 1:16, como se deve lidar com as pessoas que prejudicam ou destroem a igreja ou uma organização?

R: Deve-se lidar com isso de maneira semelhante à descrita em Mateus 18:15-17, quando seu irmão peca contra você. Primeiro, tente corrigi-los em particular. Espera-se que ele perceba seu erro e que, por conta própria, informe aos demais que estava errado e qual é a visão correta. Mas, se isso não funcionar, deve-se levar mais uma ou duas pessoas, como testemunhas, e tentar mostrar-lhe seu erro. Se isso também não funcionar, então toda a igreja precisa saber, e a pessoa, mesmo que seja crente, deve ser excomungada da igreja.

O procedimento acima é adequado tanto para assuntos privados quanto públicos. Mas, além disso, no caso de falsos ensinamentos, o erro deve ser apontado e refutado perante o público ao qual o erro foi originalmente ensinado. Portanto, se o erro foi ensinado em toda uma turma da escola dominical ou durante um culto da igreja, a refutação do motivo pelo qual essa pessoa ensinou incorretamente e qual é o ensinamento correto deve ser feita perante toda a turma da escola dominical ou toda a igreja.

P: Em Tt 2,1, quais são alguns exemplos em que um cristão poderia dizer algo impróprio?

R: Existem várias maneiras pelas quais os cristãos podem, acidentalmente — ou não acidentalmente, mas por descuido —, dizer algo impróprio.

Coisas que incentivam os outros a pecar.

Fofoca ou calúnia

Zombar do cristianismo, de outros cristãos ou menosprezar os outros em geral

Coisas que desonram a Deus ou não O glorificam.

Lembre-se: em qualquer situação, o senhor sempre tem a opção de não dizer nada. Como alguém disse certa vez: “É melhor permanecer em silêncio e ser considerado tolo do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas”.

P: Em Tt 2,2-6, se Tito deve ensinar ele mesmo os homens mais velhos, as mulheres mais velhas e os jovens, por que não ensinar as jovens?

R: A Bíblia não diz. No entanto, os cristãos perceberam essa “omissão deliberada” e podem identificar pelo menos três razões.

1. Possível tentação para Tito.

2. Dar a impressão de maldade aos outros, mesmo que tanto Tito quanto as mulheres fossem puros. (2 Coríntios 8:21; 1 Tessalonicenses 5:22)

3. Não apenas a tentação para as mulheres, mas a distração do ensino de Tito sobre a verdade de Deus.

Quando eu era estudante de graduação na Universidade do Texas, não havia refletido sobre a verdade implícita na “omissão deliberada” em Tito. Certa vez, levei uma jovem cristã atraente para o meu dormitório na faculdade, fechei a porta e nós fizemos um estudo bíblico juntos. Depois que ela saiu, os outros rapazes (não cristãos) zombaram de mim, acusando-me do que teriam imaginado que eu estivesse fazendo sozinho no meu quarto com a moça. Cerca de uma semana depois, outra garota veio ao meu quarto e fizemos um estudo bíblico, e os rapazes pensaram a mesma coisa, apesar dos meus protestos de inocência. Na semana seguinte, as duas garotas vieram juntas e, como me disseram mais tarde, ou eu era um cara incrível, ou talvez estivesse dizendo a verdade, afinal. Embora elas tenham acabado acreditando plenamente em mim, foi um erro da minha parte não ter evitado a aparência do mal.

Em Tito 2:7, a palavra “eles” não consta no grego. Portanto, Tito não deve dar o exemplo a eles [os homens mais jovens], mas dar o exemplo [para todos].

P: Em Tt 2,6, qual seria a diferença entre dois cristãos que possuem bom caráter cristão, exceto pelo fato de que um é moderado e o outro não?

R: A palavra grega aqui, sophron/sophronas, em 1 Timóteo 3:2; Tito 1:8; 2:4, tem um significado amplo. Significa não estar sob a influência de nada, ser sensato e ter autocontrole. Isso envolve dizer “não” ao pecado em Tito 2:12.

P: Em Tt 2,9, por que os escravos deveriam ser obedientes aos seus senhores?

R: Os impérios antigos funcionavam com base na escravidão, e submeter-se à escravidão era, geralmente, a única opção. Embora alguns proprietários fossem bondosos, muitos não o eram. Considerando que muitos cristãos eram escravos, as coisas geralmente corriam melhor para eles se obedecessem em vez de desobedecerem.

Este também é um caso específico do que Jesus disse de maneira geral em Mateus 5:39: “Se alguém lhe der uma bofetada na face direita, ofereça-lhe também a outra.” 1 Pedro 2:18-25 também fala sobre os escravos suportarem seus senhores, mesmo os severos. Veja também a discussão sobre 1 Coríntios 7:21-23.

P: Em Tito 2:9, os escravos devem ser obedientes ao seu senhor em todas as coisas, inclusive nas coisas ímpias?

R: Não. Eles deviam ser um exemplo ao obedecerem aos seus senhores, mas não deviam desobedecer a Deus, que é a autoridade suprema.

P: Em Tito 2:10, por que se diz especificamente aos escravos que não devem roubar nem sustrar?

R: Os escravos domésticos estavam em uma posição em que podiam roubar coisas sem que o senhor jamais soubesse qual deles havia roubado. Seria fácil para um escravo justificar o roubo; já que o senhor (despota, em grego) me obriga a ser seu escravo, eu deveria receber algo em troca. Uma justificativa para o pecado pode fazer sentido para a pessoa, mas não é aceitável para Deus.

P: Em Tito 2:11, como a graça que traz a salvação poderia se manifestar aos homens, uma vez que nem todos são salvos, ao contrário do que sustenta a heresia do universalismo?

R: Ela foi anunciada a todos na terra, mas isso não significava que todos escolheriam se beneficiar dela. A oferta gratuita do Evangelho deve ser apresentada a todos, como Pedro fez em Atos 2:38. O senhor chora pelos perdidos em Lucas 19:41? Veja também 2 Tessalonicenses 2:8; 1 João 2:2; e 1 Timóteo 4:10.

P: Em Tito 2:11, como a graça que traz a salvação poderia aparecer a todos os homens, uma vez que nem todos viram Jesus?

R: O grego aqui está no caso dativo e pode ser traduzido como “a todos os homens” ou “para todos os homens”. A graça que traz a salvação pode se manifestar a todos de pelo menos três maneiras.

1. Eventualmente, todas as pessoas que vivem na Terra conhecerão Jesus e o Evangelho e tomarão uma decisão.

2. Ela foi anunciada até mesmo àqueles que já haviam falecido, de acordo com 1 Pedro 3:19 e 1 Pedro 4:6.

3. No Milênio, todos ressuscitarão e conhecerão Jesus, de acordo com Apocalipse 20:5.

P: Tito2:13 ensina que Jesus é Deus?

R: Sim. Embora o grego seja ambíguo, o conteúdo é claro. Quantas manifestações existem, e qual delas é a de Deus Pai? Há apenas uma manifestação, e é a de Jesus Cristo, não a de Deus Pai. Gramaticamente, a frase em grego poderia ser parafraseada de duas maneiras:

(a) a manifestação de dois: 1) nosso grande Deus e 2) nosso Salvador, Jesus Cristo. (dois seres)

(b) a vinda de um: nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (sendo esse “um”)

No entanto, se fosse a primeira interpretação, quando é que Deus, o Pai, iria aparecer na Segunda Vinda de Cristo? Visto que todos concordam que é Jesus, e não o Pai, quem aparece na Segunda Vinda de Cristo, o significado original era a segunda interpretação e não a primeira. Este é um ponto importante a ser compartilhado com as Testemunhas de Jeová.

O grego de João Crisóstomo era tão eloquente que ele foi chamado de “Crisóstomo”, que significa “de boca de ouro”. Antes de seu martírio, em 407 d.C., ele também escreveu sobre este versículo, afirmando que isso de forma alguma poderia se referir a um “aparecimento” do Pai.

Portanto, a opção (b) está correta e, assim, isso se refere a Jesus como Deus.

P: Em Tt 2:15 e 1 Tim 4:12, como Tito e Timóteo poderiam evitar que alguém os desprezasse?

R: Na medida do possível, eles deveriam resistir tanto a outros cristãos quanto a outras pessoas que os menosprezassem por causa de sua juventude.

Paulo menciona isso em dois trechos, dirigindo-se a duas pessoas diferentes; portanto, ele via nisso um problema potencial importante. Quando Paulo decidiu enviar Timóteo e Tito, talvez não tenha escolhido as pessoas de aparência mais imponente, mas Paulo não precisava fazer isso. Paulo desejaria escolher as melhores pessoas para enviar. Às vezes, nosso ministério e nossa reputação podem ser menosprezados pelo desprezo público de outras pessoas. O senhor deve defender sua reputação, mas sem se deixar arrastar para a lama.

P: Em Tt 3,1, os cristãos cretenses provavelmente já haviam ouvido a maioria dessas coisas antes. Como podemos lembrar as pessoas de maneira útil sobre coisas que elas já sabem?
R: O senhor pode repetir a mensagem usando palavras diferentes. Mas perceba que existem maneiras totalmente diferentes de transmitir uma mensagem. O senhor pode apresentar as informações em forma de esboço ou pode contar histórias. O senhor pode dar exemplos de pessoas que seguem algo ou contra-exemplos de pessoas que não o seguem. Às vezes, suas perguntas podem atingir mais profundamente uma pessoa do que suas afirmações.

Talvez seja bom tentar descobrir o que mais está impedindo essas pessoas de seguir essas orientações.

P: Em Tito 3,1 e Romanos 13,1, os cristãos devem obedecer ao governo o tempo todo?

R: Não. Os primeiros cristãos distinguiam entre o que chamavam, com um trocadilho, de “leis legítimas” e “leis ilegítimas”, como, por exemplo, os sacrifícios ao imperador romano. Eles obedeciam a todas as leis que não violavam a lei de Deus, mas preferiam morrer a seguir leis que fossem contra Deus.

P: Em Tt 3,2, como podemos, talvez acidentalmente, deixar de demonstrar humildade para com todos?

R: Primeiro, o que não é a resposta e, em seguida, a resposta.

O que não é a resposta: Não faça o que você acha que seria desrespeitoso. Essa é apenas uma resposta parcial, pois pode haver coisas que não consideraríamos desrespeitosas se fossem feitas a nós, mas que eles consideram muito desrespeitosas. Algo pode não ser grande coisa e até parecer engraçado para nós, mas ofender profundamente outra pessoa.

A resposta: Seja respeitoso com eles, da maneira como eles considerariam respeitoso, desde que isso não comprometa suas crenças ou sua mensagem. Como exemplo de não comprometer nossa mensagem: se alguém considera o fundador de sua religião um profeta, e ele fundou uma religião falsa, não fale como se concordasse que ele é um profeta. Mas você pode respeitar uma pessoa, sem respeitar sua religião falsa.

Seja gentil e cortês (1 Pedro 3:8), não retribua o mal com o mal, mas, ao contrário, abençoe (1 Pedro 3:9).

Uma motivação para sermos pacientes com os outros é lembrarmos a nós mesmos de quão tolos costumávamos ser antes de amadurecermos no Senhor, como diz o *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 11, p. 444.

Não diga coisas que os menosprezem. Alguém pode estar excessivamente preocupado com sua aparência, habilidade esportiva, inteligência, conhecimento em uma área específica, bens materiais etc., e se o senhor disser algo que possa menosprezar um desses aspectos, poderá se surpreender se a pessoa se ofender profundamente por causa de uma coisa insignificante. E, especialmente, não diga algo imprudente como isso na frente de outra pessoa.

Ouça as críticas deles; você pode estar errado. Algumas podem ser verdadeiras, outras totalmente equivocadas, e outras ainda podem estar equivocadas, mas ter uma parte válida. Uma das razões pelas quais alguns rejeitaram Jesus é que Ele não se encaixava na noção que tinham de um Messias bem-sucedido. Talvez outra pessoa não se encaixe na nossa definição de sucesso, mas o problema pode estar na nossa própria definição.

Se alguém lhe disser algo em particular, em sigilo, não quebre a confiança dessa pessoa e não conte a outros, a menos que se trate de uma questão de vida ou morte, ou de outra situação grave.

P: Em Tt 3,2, uma vez que não devemos falar mal de ninguém, por que Paulo falou mal de Figelo e Hermógenes (2 Tm1:15 ) e de Himeneu e Fileto (2 Tm2:17 )?

R: Paulo não quis dizer que nunca devemos falar negativamente sobre ninguém, pois Jesus chamou os fariseus de hipócritas, assassinos e raça de víboras em Mateus 23:13-36. Paulo, João Batista e todos os profetas do Antigo Testamento disseram com precisão muitas coisas negativas sobre as pessoas.

A NIV traduz isso como “não difamar” ninguém. Difamação é um discurso negativo que é falso e que se sabe ser falso, ou que é proferido sem levar em conta se é verdadeiro ou não.

Falar mal de alguém é dizer algo que essa pessoa não gostaria que o senhor dissesse. Há um momento e um lugar para fazer isso, e um momento e um lugar para não fazê-lo. Então, quando o senhor deve dizer algo negativo especificamente sobre alguém? Antes de dizer algo negativo sobre alguém, o senhor deve “cuidar” de suas palavras e não dizer nada se isso não atender a nenhuma dessas quatro condições.

É tudo verdade (não é calunioso): o senhor sabe que é tudo verdade? Se for apenas parcialmente verdade, ou se parte for verdadeira e o senhor não souber se o restante é verdade ou não, então não diga isso. Se uma parte for verdadeira, mas o contexto for enganoso, então, no geral, não é verdade.

É útil ou necessário: Mesmo que seja tudo verdade, de que forma isso é útil ou benéfico para uma terceira pessoa saber disso? Por exemplo, se uma terceira pessoa estiver prestes a firmar um negócio com a outra pessoa, e essa outra pessoa já tiver agido de forma desonesta em negócios anteriores, seria útil para a terceira pessoa saber disso. Mas se não for útil para a terceira pessoa saber de algo, como um pecado do passado do qual a outra pessoa já se arrependeu, não é necessário mencionar isso.

Cristo deseja que o(a) senhor(a) diga isso: isso é algo que Jesus gostaria que o(a) senhor(a) dissesse?

Qual é o seu tom: o senhor está falando a verdade com amor ou por algum outro motivo? Se o senhor usar o tom errado, às vezes o que o senhor diz reflete mais negativamente sobre o senhor do que sobre a outra pessoa.

P: Em Tt 3,8, as boas obras dos cristãos beneficiam a todos, inclusive os incrédulos?

R: Quatro pontos a serem considerados na resposta.

1. Paulo estava dizendo que praticar seu ensinamento era proveitoso para “aqueles que creram em Deus” em Tito 3:8.

2. Os cristãos que praticam essas coisas trazem benefício a todos, inclusive aos não crentes, de pelo menos duas maneiras. A vida de testemunho consistente de um cristão é benéfica para os não crentes, ajudando a levá-los a Cristo.

3. Na prática, o fato de os cristãos ajudarem os pobres, os órfãos e os oprimidos traz benefício aos não crentes. Em muitas regiões da Índia, por exemplo, em certa época a maioria dos hospitais foi fundada por missões e igrejas cristãs.

4. Por fim, os cristãos atuam como sal e luz na sociedade (Mateus 5:13-14). A luz expõe as coisas obscuras, e o sal pode retardar o processo de decomposição de certas coisas.

P: Em Tito 3:9, o que é considerado perguntas/disputas tolas, e por que devemos evitá-las?

R: As perguntas que uma pessoa faz ao tentar sinceramente aprender a verdade sobre Deus, ou para testar a veracidade de algo, não são perguntas tolas. Por outro lado, quando a resposta a uma pergunta não faz diferença alguma nem para quem pergunta nem para quem responde, isso pode ser uma perda de tempo que distrai as pessoas do que deveriam estar aprendendo.

P: Em Tt 3,9-11 e 1 Tm 6,4-5a, Paulo discutiu, debateu ou, no mínimo, dialogou com fariseus, saduceus e politeístas gregos. Qual é a diferença entre uma “discussão tola” e uma “discussão que vale a pena”?

R: As pessoas costumam discutir de forma insensata quando perdem o senso de perspectiva. Uma pergunta a se fazer é: “E daí?”. Se o fato de um lado estar certo, em oposição ao outro, não faz diferença alguma, então talvez haja assuntos mais importantes sobre os quais se possa conversar.

Palavras em vez de significado

Coar um mosquito e, no entanto, engolir um camelo.

Quando se dá mais ênfase a métodos e processos do que às realidades espirituais

Interpretar alegoricamente passagens das Escrituras que não são alegorias.

Perder tempo com coisas de menor importância, enquanto se ignoram as de maior importância.

Os crentes que agem dessa forma representam, na verdade, uma séria ameaça à igreja. Se uma pessoa não for um crente, mas um herege que afasta as pessoas de Cristo, ela deve ser expulsa da igreja, ou deve-se afastar-se dela, conforme diz 1 Timóteo 6:5. Mas, neste caso, mesmo uma pessoa que causa divisão deve ser expulsa da igreja, mesmo que seja um crente. Isso deve ser feito pelos anciãos da igreja (não apenas por uma única pessoa). Deve-se proceder assim após adverti-la e tentar corrigi-la primeiro.

P: Em Tito 3:10, os fiéis que vivem em pecado devem ser corrigidos com humildade, ou devem ser expulsos, conforme 1 Coríntios 5:5?

R: Ambas fazem parte do processo, mas é preciso compreender a diferença entre correção e repreensão. Correção é informar a alguém que está agindo de forma errada quando essa pessoa não tem consciência disso; é também ajudar alguém que sofre com um pecado viciante e que procurou ajuda. Repreensão é advertir alguém novamente depois que essa pessoa, conscientemente, continua a agir de forma errada.

Um membro da igreja deve ser corrigido, com humildade, quando comete um erro involuntário ou pede ajuda. Um membro da igreja deve ser repreendido e, em seguida, expulso, caso persista na rebelião.

P: Em Tt 3,12, o que sabemos sobre a cidade de Nicópolis?

R: Paulo iria passar o inverno ali antes de seguir para a Dalmácia, conforme 2 Timóteo 4:10; na atual Croácia e Bósnia, essa era a mais proeminente das cidades chamadas Nicópolis. Essa Nicópolis era um grande porto no Épiro, na costa ocidental da Grécia (na Grécia atual). Era chamada de “Nicópolis”, que significa “cidade da vitória”, porque Otávio (o futuro imperador Augusto) fundou a cidade após derrotar Marco Antônio na batalha naval na Baía de Ácio, nas proximidades, em 31 a.C. Havia também outras seis cidades menores chamadas Nicópolis na Cilícia e na Trácia, mas esta é a única cidade portuária que estaria na rota de Paulo.

Como Paulo estava decidindo onde passar o inverno, isso indica que ele não era prisioneiro quando escreveu a Epístola a Tito.

Nicópolis era uma cidade estratégica para a entrada na Dalmácia. Em Tito3:12 , Paulo pediu a Tito que se encontrasse com ele em Nicópolis, e em 2 Timóteo4:10 , Paulo diz que Tito foi para a Dalmácia. Essa pista indica que 2 Timóteo foi escrito depois de Tito.

P: Em Tt 3,13, quem era Zenas, o advogado?

R: Só sabemos sobre Zenas com base neste versículo. O nome poderia ser uma forma abreviada de Zenodorus ou Zenodotus. Um dos primeiros bibliotecários da Biblioteca de Alexandria, muito antes dessa época, chamava-se Zenodotus. Poderia significar “dom de Zeus” ou “aquele a quem Zeus concedeu”, ou seja, a sabedoria de Zeus. Portanto, como seu nome se referia a Zeus, ele era quase certamente grego, e não judeu, romano ou egípcio. Os advogados daquela época trabalhavam como os de hoje, defendendo casos em tribunal e redigindo documentos. Houve um caso judicial famoso em que, depois que um advogado defendeu com sucesso um cliente, e este se recusou a pagá-lo, o advogado voltou no dia seguinte e passou a defender a parte contrária.

Consulte https://www.abarim-publications.com/Meaning/Zenas.html para obter mais informações.

P: Em Tt 3,14, como podemos “aprender” a manter ou a nos dedicar à prática de boas obras?

R: Algumas boas obras podem não parecer tão naturais para você; talvez você precise mudar. Você pode torná-las mais naturais praticando-as. Eu vinha compartilhando a Palavra por um longo período com alguém que mais tarde se tornou cristão, e essa pessoa decidiu organizar uma festa de boas-vindas ao bebê para uma colega de trabalho. Eles não eram amigos íntimos, e a colega de trabalho não podia fazer nada por eles, mas ninguém mais iria organizar uma festa para ela. Como disseram depois de realizar a festa: “Acho que foi a primeira vez que fiz algo de bom por outra pessoa!”

P: Em Tt 3,14, quem são “nosso povo” aqui?

R: Trata-se de outros cristãos, independentemente de sua raça, origem étnica, sexo, riqueza ou posição social. Paulo não disse aos crentes para insistirem com o mundo a praticar boas obras, mas, de certa forma, disse-lhes para insistirem com “nosso povo”, ou seja, outros cristãos, a praticar boas obras.

P: Em Tt 3,15, onde estava Paulo quando escreveu a Tito?

R: Temos uma pista no versículo 15. Paulo diz: “Todos os que estão comigo”, o que ele não diria se estivesse entre um grande grupo de pessoas em uma igreja local. Portanto, é provável que Paulo estivesse viajando, e as pessoas que o acompanhavam eram seus companheiros. Supomos que ele estivesse nas proximidades de Corinto.

P: Em Tt 3, qual é o principal benefício da carta a Tito para nós?

R: É possível aprender a ser mais piedoso lendo a Epístola a Tito, mas ainda assim perder o ponto principal. O ponto principal não é como ser mais piedoso, mas sim como você pode ajudar outros crentes a serem mais piedosos. A Epístola a Tito é um livro para pastores. Mas todos os cristãos maduros, homens e mulheres, devem ser pastores em certo sentido, mesmo que não tenhamos uma ocupação formal como pastor. Devemos ser pastores, ajudando a pastorear nossa família, os crentes mais jovens na igreja e os cristãos e não cristãos com quem nos deparamos. Essa habilidade, ou ser um bom pastor, não é algo que os crentes mais jovens necessariamente precisem ou possuam, mas algo que devemos desenvolver à medida que amadurecemos no Senhor.

P: Em Tito, como sabemos que Paulo realmente escreveu este livro?

R: Tito 1,1 afirma isso, e a igreja primitiva nunca questionou que Paulo tenha escrito o livro de Tito. Clemente de Alexandria menciona que Paulo escreveu Tito na obra *Stromata* (193-202 d.C.), livro 1, cap. 14, p. 313. Paulo escreveu a carta a Tito após o ano 64 d.C.

P: Em Tito, como sabemos se o que temos hoje é uma preservação confiável do que foi escrito originalmente?

R: Há pelo menos três razões.

1. Deus prometeu preservar Sua palavra em Isaías 55,10-11; Isaías 59,21; Isaías 40,6-8; 1 Pedro 1,24-25; e Mateus 24,35.

2. Evidências da igreja primitiva. Os escritores da igreja primitiva até o Concílio de Nicéia I (325 d.C.) citaram a Epístola a Tito cerca de 22 vezes, sem contar as alusões. Eles citaram 33% da Epístola a Tito, contando os versículos fracionários como frações. Isso equivale a 15,04 dos 46 versículos totais.

Aqui estão os onze escritores pré-nicenos que se referiram a versículos de Tito.

Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita metade de Tito 3:1b: “Vocês nunca se recusaram a praticar qualquer ato de bondade, estando ‘prontos para toda boa obra’.” (6 de 13 palavras) 1 Clemente, cap. 2, vol. 1, p. 5

Clemente de Roma (96-98 d.C.) O índice do volume 1 dos Padres Ante-Nicenos também apresenta referências a Tito 1:2 e2:14 , mas trata-se de alusões muito vagas.

Inácio de Antioquia (c. 110-117 d.C.) faz alusão a Tito 1,2: “antes do início dos tempos”. Carta de Inácio aos Magnésios, cap. 6, p. 61

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita parte de Tito 3:10, afirmando que se trata de uma obra de Paulo. Irineu, *Contra as Heresias*, livro 1, cap. 16.3, p. 341

O Cânon Muratoriano (170-210 d.C.), ANF, vol. 5, p. 603, menciona a Carta de Paulo a Tito, bem como as outras 12 cartas de Paulo.

Clemente de Alexandria (193-202 d.C.) cita Tito 1:12,13 como sendo de Paulo, na Epístola a Tito. *Stromata*, livro 1, cap. 14, p. 313

Tertuliano (206/207 d.C.) menciona duas epístolas a Timóteo e uma a Tito em *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 5, cap. 21, p. 473

Tertuliano (198-220 d.C.) faz alusão a Tito 3:10,11, afirmando que se trata de uma carta “a Tito” em *Sobre a Prescrição contra os Hereges*, cap. 6, p. 245

Hipólito (222-235/6 d.C.) cita metade de Tito 2:13. “Tratado sobre Cristo e o Anticristo”, cap. 65, p. 219

Orígenes (c. 240 d.C.) afirma: “Mas Paulo, o apóstolo de Israel, irrepreensível segundo a justiça da Lei, diz” e cita Tito 3,3. “Homilias sobre Jeremias”, Homilia 5, cap. 1, p. 41 (traduzido por Jerônimo)

Novaciano (250-257 d.C.) cita todo o versículo de Tito 1:15. Sobre as Carnes Judaicas, cap. 5, p. 648.

Cipriano foi bispo de Cartago de c. 248 até seu martírio em 258 d.C. Ele cita Tito, referindo-se a ela simplesmente como “A Tito” em Tratados de Cipriano, Tratado 12, terceiro livro, 78, p. 552.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) menciona que Paulo escreveu Efésios, a Primeira Carta a Timóteo e Tito em “Tratados de Cipriano”, Tratado 12, terceiro livro — “Testemunhos”, cap. 70-78, p. 552.

Dionísio de Alexandria (246-265 d.C.) cita Tito 3,10 como sendo de Paulo. “Comentário sobre Eclesiastes”, cap. 3,9, p. 114

Mais de 35 autores posteriores ao Concílio de Nicéia

Eusébio de Cesareia (318-339/340 d.C.)

Atanásio de Alexandria (367 d.C.) enumera os livros do Novo Testamento na Carta Festiva 39, p. 552

Cânon de Cheltenham (= Catálogo de Mommsen) (ca. 360-370 d.C.) faz referência a Tito

Hilário de Poitiers (355-367/368 d.C.) cita Tito 1:9-10 como sendo do “Beato Apóstolo Paulo” em *Sobre a Trindade*, livro 8, cap. 1, p. 137

A *Synopsis Scripturae Sacrae* (350-370 d.C. ou século V) menciona a Carta de Paulo a Tito como parte do Novo Testamento. Ela cita Tito 1,1-2a.

O cismático Lúcifer de Cagliari/Calaris (370/371 d.C.) refere-se a Tito 1,10

Efraim, o Sírio (350-378 d.C.)

Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.)

O Sínodo de Laodicéia (na Frígia) (343-381 d.C.), no cânon 60, p. 159, enumera os livros do Antigo Testamento e do Novo Testamento. O cânon 59, p. 158, afirma que somente os livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento podem ser lidos na igreja.

Ambrosiaster (após 384 d.C.) faz referência a Tito 1:4,10 (3:1)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) cita Tito 2:11 como sendo de Paulo na Palestra 1.2, p. 104

Ambrósio de Milão (370-390 d.C.) cita todo o versículo 2,1 de Tito como sendo do apóstolo. Em *Deveres do Clero*, livro 1, cap. 10, p. 6

Gregório de Nazianzo (330-391 d.C.) cita metade de um versículo de Tito

Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.)

Anfilóquio, em “Iambi ad Seleucum” (-394 d.C.), refere-se a Tito

Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.) menciona Tito 2:13 como “escrito a seu discípulo Tito” em *Contra Eunômio*, livro 11, cap. 2, p. 232

Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.) refere-se a Tito 2,9 como sendo do apóstolo em *Contra Eunômio*, livro 2, cap. 14, p. 130

Dídimo, o Cego (398 d.C.), refere-se a Tito 1:5-9 como sendo do apóstolo a Tito. Comentário sobre Zacarias 8, p. 162

O Livro dos Passos (Liber Graduum) siríaco (350-400 d.C.) cita metade de um versículo de Tito

O Catálogo Sírio de Santa Catarina (ca. 400 d.C.) menciona Tito.

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) menciona Filemom, Hebreus, duas cartas a Timóteo, Tito, Romanos, Gálatas, Filipenses e Efésios. O Panarion, seção 3, dos escolios 1 e 5, p. 334

O Papa Inocêncio I de Roma (c. 405 d.C.) menciona Tito.

O Comentário de Rufino sobre o Credo dos Apóstolos (374-406 d.C.) refere-se às cartas de Paulo, o que implica a existência de Tito.

João Crisóstomo (396 d.C.) redigiu seis sermões sobre a Epístola a Tito, os quais foram preservados. Na homilia 1, ele afirma que Paulo escreveu a Epístola a Tito a um de seus companheiros.

João Crisóstomo (-407 d.C.) escreveu comentários sobre João, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Colossenses, Filipenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemom e Hebreus.

O Concílio de Cartago (218 bispos) (393-419 d.C.) faz referência ao livro de Tito.

Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Novo Testamento. Ele aborda especificamente cada um dos quatro evangelhos, as cartas de Paulo às sete igrejas, Hebreus, as cartas de Paulo a Timóteo, Tito e Filemom. Jerônimo discute, em seguida, os Atos dos Apóstolos. Depois, ele aborda as sete epístolas de Tiago, Pedro, João e Judas. Por fim, ele discute o Apocalipse de João. Carta 53, cap. 9, p. 101-102.

Sozomeno (370/380-425 d.C.) denomina a Epístola a Tito como “1:15 ” (a Palavra Divina). História Eclesiástica de Sozomeno, livro 1, cap. 11, p. 247

Agostinho de Hipona (388-430 d.C.) afirma que Paulo escreveu a Epístola a Tito. Sobre o Perdão dos Pecados e o Batismo, cap. 49, p. 33. Ele também se refere a Tt 2,10; 3,1

João Cassiano (419-430 d.C.) cita Tito 2,11-13 como sendo de Paulo em *Sete Livros*, livro 2.5, p. 559

Vicente de Lerins (c. 434 d.C.)

A “História Eclesiástica” de Sócrates (c. 400–439 d.C.) refere-se à Epístola a Tito como sendo do apóstolo.

Eutálio de Sulca (c. 450 d.C.)

*Speculum* (século V)

Teodoreto de Ciro (423-458 d.C.) refere-se à Epístola a Tito

O Papa Leão I de Roma (440-461 d.C.) refere-se a um versículo da Epístola a Tito como sendo do apóstolo

Próspero da Aquitânia (425-465 d.C.) refere-se a Tito 3:3-5 como sendo de Tito

Entre os heréticos e os livros espúrios

O herege encratita Tatiano (-177 d.C.) cita um quarto da Epístola a Tito1:12 : “embora alguém diga que os cretenses são mentirosos”. Discurso de Tatiano aos gregos, cap. 27, p. 76

O herege Pelágio (416-418 d.C.) refere-se a Tito 1:10; (3:15)

O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.)

Ainda hoje dispomos de todos esses textos.

O herege Marcião rejeitou a carta de Tito, assim como fez com muitos outros livros da Bíblia

3. Os manuscritos mais antigos que possuímos de Tito mostram que há pequenas variações entre os manuscritos, mas nenhum erro teologicamente significativo.

p. 32 Tito 1:11-15; 2:3-8 (segunda metade do século II) O livro *The Complete Text of the Earliest New Testament Manuscripts* apresenta uma fotografia de parte da p. 32 na p. 124.

c. 200 d.C. – 1968 – O Texto do Novo Testamento.

p. 61 Romanos 16:23, 25-27; 1 Coríntios 1:1-2, 2-6; 5:1-3, 5-6, 9-13; Filipenses 3:5-9, 12-16; Colossenses 1:3-7, 9-13; 1 Tessalonicenses 1:2-3; Tito 3:1-5, 8-11, 14-15; Filemom 4-7. c. 700 d.C.

c. 700 d.C. – 1968 – O Texto do Novo Testamento.

Por volta de 700 d.C. – 1975 – Aland et al., terceira edição.

Por volta de 700 d.C. – 1998 – Aland et al., quarta edição revisada.

Sinaítico [Si] 340-350 d.C.

A Epístola a Tito não foi preservada no Vaticanus

Alexandrino [A] c. 450 d.C.

Copta bohairico [Boh] séculos III/IV

Copta sahídico [Sah] séculos III/IV

I Washington, D.C., século V (Tito2:10 , outros?)

Gótico 493-555 d.C.

Efraim Rescriptus [C] século V

Claromontanus [D] séculos V/VI

Etíope [Eth] a partir de c. 500 d.C.

Consulte www.BibleQuery.org/Titus Manuscripts.html para obter mais informações sobre os primeiros manuscritos de Tito.